quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Em reforma

Estou mudando o layout do blog (aleluia!)... então é provável que nos próximos dias isso aqui esteja uma zona. (eu sou preguiçosa demais para fazer isso em um dia só. Então terei que dividir essa tarefas em várias horas por dia, durante vários dias).

Não se assustem se verem alguma coisa exorbitante por aqui.

beijos...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Eterna inconstância

Mudei a cor de fundo do blog. É, eu gosto de verde. Mas não gostei. Mas vai ficar assim. Vou mudar um monte de coisa algum dia em breve, então até lá, vai ficar assim.

Que droga. Horrível!

PS: Se alguém souber como faço para ter duas barras laterais, me avise, por favor.
Obrigada.
Se alguém também souber onde encontro o Hugh Jackman, me avise, por favor.
Obrigada.

...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O aniversário que eu nunca vou esquecer

Amanhã (23/12) eu completo 30 anos. Sim, trinta anos.

E o post para esse dia já estava pronto desde que eu saí do Brasil, há 3 meses atrás. Bem, ele não estava propriamente 'pronto' (digitado) mas estava pronto na minha cabeça.

Eu já sabia o que iria sentir, portanto, já sabia o que escrever.

Eu vou explicar melhor:

Aniversário, para mim, é uma data importante. Sempre foi. Tem gente que não gosta, tem gente que só sabe pensar que está envelhecendo, tem gente que acha uma futilidade, mas eu não sou uma destas pessoas.

O dia em que completo anos é um dia muito especial para mim. É o dia em que só quero ter à minha volta as pessoas que amo, o dia de agradecer por mais um ano de vida, o dia de analisar a ano que se passou. (Geralmente as pessoas fazem isso no último dia do ano, mas eu faço no meu aniversário).

E meus aniversários sempre foram bons. Alguns melhores, outros não tão melhores, mas todos bons. Sempre tive festas surpresa, presentes dos amigos, telemensagens, flores... Por isso sempre foi sinônimo de um dia em que me sinto especial. (Eu deveria me sentir todos os dias, mas, enfim...)

Por tudo isso, quando saí do Brasil, eu saí, digamos, preparada psicologicamente para este aniversário que passaria aqui. Eu sabia que não teria ao meu lado minha filha, nem minha família, nem meus amigos. Então eu vim esperando o pior aniversário da minha vida. Sem velas para apagar, sem surpresas, sem 'parabéns', sem presentes.

Mas hoje aconteceu uma coisa que transformou esse (que seria o pior aniversário) no melhor que eu já tive.

Me deram velinha para apagar, cantaram 'Happy birthday to you', me desejaram 'Buon Compleanno', me deram presentes e abraços. Não teve minha filha, não teve o Tatu, não teve meus pais nem meus amigos do Brasil. Mesmo assim, foi o aniversário mais feliz que eu já tive. Não pela velinha que apaguei, nem pelos presentes que ganhei (embora eu tenha gostado muito, principalmente pela 'mensagem subliminar' que eles passam), mas pelos sentimentos que H, M, N e M me transmitiram e me proporcionaram sentir.

Mais que uma simples alegria, aquela velinha me trouxe esperança. Me trouxe esperança por ver que tenho ao meu lado pessoas especiais, que gostam de mim. Mais que felicidade, aqueles olhinhos brilhantes cantando 'Happy Birthday' me trouxeram ânimo. Um ânimo e uma força que eu estava precisando muito. O ânimo foi por ver a alegria dessas fofurinhas ao segurarem os bolinhos com a velinha. Isso fez com que eu me sentisse especial, porque me fez ver que eu significo algo de bom para elas. Me fez ver que estou certa em acreditar que ainda existem pessoas boas no mundo, porque elas realmente existem.

É como se eles tivessem cravado a mão em meu coração e tirado de lá uma dor que já não cabia mais no meu peito, uma dor que eu não podia mais suportar. A dor da solidão.

E me fizeram ter o sentimento que mais me faz bem: a Gratidão. Gratidão por amenizarem minha dor, gratidão por sempre me tratarem com respeito, gratidão por me fazer sentir em casa, com minha família.

"Não importa onde você esteja, mas sim as pessoas que estão à sua volta".

E nesta noite especial eu descobri que à minha volta estão meus amigos.

Por isso este é o aniversário que eu nunca vou esquecer.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Da série de amnésia de português

Hoje, conversando comigo, o Tatu me saiu com essa:

- Pega TV 'terrestre' aí no seu quarto?

- Não. Aqui só pega TV de Marte... Pelo amor de Deus, homem... o que você quis dizer com isso????


PS: Ele estava se referindo à Tv aberta, com sinal UHF (eu acho...)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dois mistérios que eu gostaria de desvendar

Minhas experiências com algumas pessoas aqui na Itália me levaram a fomentar duas dúvidas que eu tenho desde a adolescência. Vamos lá:

Há pessoas que fazem o bem por puro altruísmo. Há pessoas que fazem o bem esperando um favor em troca. Há pessoas que fazem o mal para obter alguma vantagem. E há pessoas que cometem maldades pelo simples prazer de fazer o mal. Essas últimas eu gostaria imensamente de entender.

Eu consigo entender as pessoas que cometem algum tipo de maldade para obter alguma vantagem (como o seu colega de trabalho que te sacaneia pra conseguir aquela sonhada promoção em seu lugar). Mas embora as maldades cometidas por essas pessoas não sejam justificáveis, elas são, pelo menos, passíveis de compreensão.

Mas o que leva uma pessoa a tomar uma atide desprovida de qualquer ética e, por que não dizer, má, sem que obtenha dessa atitude nada a seu favor?

Eu simplesmente não consigo entender. Será que existe um mecanismo em suas mentes, que as tornam felizes quando vêem as demais pessoas sendo infelizes? Será que o mesmo prazer que uma pessoa tem em fazer algo bom por puro altruismo, essas pessoas más têm, em fazer algo desprezível por pura maldade?

Eu queria muito entender. É sério.

O outro mistério que assola a minha mente:

Há pessoas que cometem maldades, sabem que estão cometendo maldades... e deixam isso bem claro. Há pessoas que cometem maldades, sabem que estão cometendo maldades... mas tentam manipular a situação para fazer você pensar que elas estão te ajudando. Essas últimas são as 'malandras', as 'manipuladoras'. (Odeio estereótipos, mas, infelizmente, o mundo está cheio deles).

Mas há também aquelas pessoas que cometem maldades e NÃO acham que estão cometendo maldades. Elas pensam, em suas misteriosas cabecinhas, que estão fazendo bem a você quando fazem xixi no seu pé. Elas não estão tentando te manipular, elas realmente ACHAM isso.

Vocês podem não acreditar que existam pessoas assim; (que todas as pessoas que fazem algo ruim e dizem que estão fazendo algo bom são 'malandras' e 'manipuladoras'), mas, acreditem, existem pessoas assim.

E nesta atual conjuntura da minha vida, creio que não exista ninguém mais apto a afirmar isso do que eu.

Então, gente, me expliquem (se forem capazes): O que faz uma pessoa ser completamente desprovida de bom senso, discernimento ou sensatez? O que faz uma pessoa ser incapaz de distinguir entre o bem e o mal?

O engraçado é que essas pessoas, além de não serem capazes de discernir entre o bem ou mal e não serem capazes de saber o que é uma atitude ética e uma ação completamente anti-ética, elas também são incapazes de saber que a gente não gosta delas.

Sabe aquele cara chato, que fala sem parar, insuportável, egoísta, que só olha para o próprio umbigo, que sempre pede favores a você - mas nunca está disposto a ajudar, quando você precisa - e que acha que todo mundo o adora? Pois é. É desse(a) cara que estou falando.

Parece que eles são totalmente desprovidos de qualquer tipo de sensatez ou discernimento, pois além de não saberem distinguir quando estão fazendo uma coisa boa e quando não estão, eles também não conseguem distinguir quando estão enchendo o saco e quando as pessoas não os suportam.

É um mistério. O que faz a mente deles agirem assim?

Por exemplo: Eu sei quando estou fazendo algo que não deveria ser feito. Às vezes eu não deixo de fazer (sou uma pessoa sensata, não uma santa), mas eu SEI que não deveria ser feito. Também sei quando alguém não vai com a minha cara, mesmo que essa pessoa não deixe isso claro. Uma cara feia quando deveria haver um sorriso, um esboço de sorriso quando deveria haver uma expressão de tristeza... esses pequenos sinais são suficientes para mim (para mim e para quase todo o resto da humanidade), perceber que alguém não é, propriamente, um fã meu.

Mas essas pessoas desprovidas de discernimento são incapazes de compreender que você não gosta delas, ainda que você diga isso. É como, como... como... não sei mais como explicar. Acho que é isso aí. (Quem entendeu, entendeu, quem não entendeu, se fod... que leia de novo). - hahahaha. Desculpa, crianças, não resisti à brincadeira

Então... meus amados estudantes de psicologia de plantão, leitores de livros de auto-ajuda, 'analisadores' da mente humana, você que caiu aqui sem querer mas tem alguma opinião sobre o assunto... enfim... qualquer um que tiver qualquer opinião capaz de me ajudar a desvendar esses dois tipos bizarros de mente humana, me deixem um comentário, por favor.

Obrigada.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Memórias

Lendo um comentário da Nathy (onde ela me chamou de tia) eu tive uma crise de riso ridícula me lembrando de uma vez que...

Eu estava indo a algum lugar de bicicleta e, não sei por que, eu estava com muita pressa. Corria feito uma louca. De repente, escutei umas crianças gritarem:

- Olha a tia!

- Ei, tia, voce me passou...

- Ô tia, 'ce é véia' demais pra tá aqui!

- A tia vai ganhar!

- Ô tia, sai fora!


Então olhei em volta e me dei conta de que eu estava no meio de uma 'competição de ciclismo' para crianças.

Eu cheguei em primeiro lugar.

Mas não recebi o prêmio: primeiro, porque fui vaiada por todo mundo; Segundo, porque eu estava mesmo com muita pressa e só passei pela chegada gritando:

"Eu não tô participando, eu não tô participando" :D

Agora me lembro das pessoas que me olhavam assustadas, com certeza pensando:

- Essa louca realmente achou, que com essa idade, alguém pensaria que ela estava participando??


Shuashuashua
...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O Post que eu não queria postar

É o assunto que mais mexe comigo e que é impossível conversar sobre ele sem que eu desabe em lágrimas.

Mas eu preciso falar. Preciso escrever sobre isso.

Então vamos lá.~


Hoje fazem 2 meses e 9 dias que vim para a Itália e deixei minha pequena no Brasil. Toda vez que páro pra pensar nisso, eu choro, sofro, me desespero.

O que me consola é saber que estou fazendo o que julgo melhor. Não sei se estou fazendo a coisa certa (centenas de pessoas dizem que não) mas eu acho que estou, sim, fazendo a coisa certa.

Eu sou uma inconformista. Sempre fui. Se não fosse, estaria ainda com meu ex-marido, numa pseuda-familia feliz, com minha filhinha estudando em maravilhosas escolinhas particulares, mas com um pseudo-pai, pseudo-amoroso, pseudo-responsável... e nada pseudo violento. Ou ele teria nos matado, ou estaríamos trancadas em algum calabouço. E isso não é uma hipérbole.

Minha filha perdeu o primeiro dentinho, sabiam? Fazem 24 dias. E eu não estava lá. Eu nem mesmo vi, porque ninguém teve a caridade de tirar uma foto dela e me mandar. Essas pessoas pensam que eu deixei minha filha lá por puro capricho, por pura frieza, por pura crueldade.*

O que eu deveria ter feito? Ter ficado mais 3 anos e meio longe dela, mesmo no Brasil, esperando me formar na Faculdade... depois rezar para encontrar um emprego, onde eu pudesse receber a vergonha de 1500 reais mensais? E esperar 10 anos pra dar entrada em uma casa, depois passar 50 anos pagando? E comprar um carro que quando eu enfim conseguisse terminar de pagar, ele valeria menos de 3 vezes a metade de todo o dinheirinho suado que eu investi nele? E colocar minha filha numa creche, depois numa escola pública, onde graças à esse ensino maravilhoso de que o governo tanto se orgulha ela entraria na faculdade sem conseguir entender o que eu escrevo aqui no Blog?

Não

Não

Não

Não

Não

Mil vezes não.

Não sou esse tipo de pessoa, que acha maravilhoso ter a sorte de pagar uma casa em 50 anos. Não sou esse tipo de pessoa que acha maravilhoso encontrar uma vaga pra sua filhinha em uma escola pública perto de casa, depois de ter passado uma semana dormindo na fila. E achar maravilhoso que sua filha esteja estudando, mesmo que ela não esteja aprendendo de verdade.

Não sou assim. Não sou assim.

Não sou assim e NUNCA vou ser.

Ouviram bem??? EU NUNCA VOU SER ASSIM. E PONTO.

Não vou criar minha filha vendo as amiguinhas tendo tudo que ela quer, sem que ela possa ter.

Não vou criar minha filha vendo os amiguinhos indo pra escolinha linda que ela tanto quer ir, mas que infelizmente a mamãe não tem dinheiro pra pagar.

Não vou criar minha filha vendo todas as amiguinhas saindo de casa com roupinha de balé, que ela queria tanto fazer, mas que a mamãe também não tem dinheiro pra pagar.

Não vou ser assim. Me recuso a ser assim.

E se eu tiver que trabalhar o resto da vida só para dar a ela tudo o que ela quiser, eu vou trabalhar.

Nem preciso dizer o quanto eu sinto desprezo pelas pessoas que me olhavam na rua da cidade onde ela morava e gritavam com o olhar: "Mãe desnaturada. Deixa a filha aqui e vai embora". É, eu não sinto raiva. Sinto desprezo e um pouco de pena.

Pena porque elas acham maravilhoso o filho delas estarem na quarta série do ensino fundamental e não saberem ler. Pena porque o marido delas acha que estudar não é importante, já que o filho deles vai ser empregado na mesma firma onde o pai trabalha, e levar 20 anos pra conseguir ter um salário vergonhoso de 1.000 reais. Pena porque o filho deles nunca conseguirá ler um livro e entender do que o livro realmente se trata.

"Você deveria colocar sua filha numa creche!"... é o que essas pessoas diziam.

Sim, eu deveria colocar minha filha numa creche, raspar a cabeça dela pra não pegar piolho, comprar uma armadura pra ela sobreviver a todos os dias de tapas e pontapés que só quem já trabalhou em uma creche pública sabe o quanto dói e deveria comprar quilos e quilos de sabão, pra lavar a boca dela toda vez que ela chegasse em casa dizendo "vai cag..., seu desgraçad... filho da put..." aos 6 anos de idade.

Sim, eu deveria fazer tudo isso pra ficar ao lado dela... mas me recuso a fazer.

Estou me sacrificando, sacrificando ela, perdendo anos valiosos de sua infância que nunca mais vão voltar só pra dar a ela o 'luxo' de poder ser alguém um dia.

Que péssima mãe eu sou. (Estou sendo irônica)

Deveria cobrir ela de beijos, todos os dias, e me desculpar todas as noites, por dar a ela a minha maravilhosa presença e privá-la de uma boa educação.

Isso é ser uma mãe maravilhosa? Só se importar com o amor?

Uma mãe deixa de amar um filho, ao fazer algo para dar a ele uma boa educação?

Por que as pessoas só vêem beijos e abraços como gestos de amor?

Por acaso eu deixo de amar minha filha, estando longe dela? Por acaso eu deixo de pensar nela? Deixo de chorar por ela? Deixo de me lamentar por estar perdendo a infância dela? Deixo de me preocupar se ela está escovando os dentes todos os dias? Deixo de me preocupar se as bolinhas estão atormentando ela?

Sabe o que eu faço?

Eu choro todas as noites, porque eu gostaria de colocar ela pra dormir.

Eu choro todos os dias quando acordo, porque eu gostaria de desejar a ela um bom dia e preparar-lhe o café da manhã.

Eu sinto falta dela cada segundo de minha existência, e até respirar se torna algo difícil de se fazer quando eu penso nela, porque a dor no meu peito é tão grande que parece esmagar os meus pulmões.

Eu penso nela todos os minutos do dia, e faço um esforço descomunal pra pender o choro quando vejo algo que ela gostaria de ver, como a neve por exemplo.

Eu tenho que fazer um esforço fora do normal pra não ligar pra minha mãe chorando, de meia em meia hora, pedindo pra ela colocar a Mel ao telefone, somente para que eu escute ela falando:

- Ôoi Manhi..

E a voz dela é linda, vocês não fazem idéia de como a vozinha dela é linda. E toda vez que eu vejo qualquer inseto que voa, eu lembro ela não consegue dizer borboleta sem torocar o lugar do R.

E toda vez que eu vejo algum ceral, eu lembro de quando ela mamou aveia pela primeira vez e achou que era bicho.

E toda vez que eu vejo a Moranguinho em algum lugar, eu lembro que ela assistiu o DVD do Moranguinho que eu dei pra ela até furar.

E toda vez que eu ligo o computador, eu lembro dos olhinhos dela brilhando, quando conseguiu pintar uma árvore no Paint pela primeira vez

E toda vez que eu passo batom, eu lembro que eu nunca podia comprar um gloss pra mim sem comprar um pra ela. E lembro quando ela perdeu o gloss que eu tinha dado a ela e teve medo de me magoar.

E toda vez que eu vejo meu dedo indicador, eu fico perguntando se o dela ainda é igualzinho.

E toda vez que eu vejo um carro branco, eu lembro quando ela mal conseguia formar uma frase direito, mas dizia, toda exibida:

"- O caio do vovo é banco"

E toda vez que eu vejo um cachorro pequeno, eu lembro de como ela era feliz, espremendo a Dalila (cachorrinho) no colo 249 vezes por dia. (A Dalila é que não era muito feliz com ela... rsrsrs)

E toda vez que eu páro pra me olhar no espelho e me acho acabada demais eu lembro dela me dizendo:

"- Manhi, quando eu crescer, quero ser bonita igual você!"

E toda vez que eu penso nela eu choro porque eu estou morrendo de saudade e nem posso dar um abraço nela.

E eu choro porque não tinha que ser assim. Eu choro porque nenhuma mãe devia ter que se privar da presença do filho pra poder dar a ele um futuro melhor

Minha garganta dói o tempo todo, como se tivesse um nó dentro dela, parece que há um choro preso, e que não importa o quanto eu chore, ele nunca sai de dentro de mim.

É uma ferida que não cicatriza, um vazio que não se preenche, uma felicidade que eu não consigo mais ter por completo.

Sempre tá faltando um pedaço, sempre tem algo apunhalando meu coração.

E além de passar tudo isso, além de sofrer imaginando a saudade que minha filha tem de mim, além de chorar outras milhões de vezes lembrando as histórias que minha mãe tem que inventar quando ela pergunta porque eu nunca mais apareci pra ver ela... eu ainda tenho que aguentar essas pessoas me julgando, me difamando, julgando minha capacidade de ser mãe.

Eu já não estou sofrendo o suficiente? Eu já não estou chorando o suficiente? Será que não dá pra vocês me deixarem em paz, pelo menos por uns dias??

.......

Afff. Me sinto 345 kilos mais leve.

*: Essas pessoas não são meus pais. Não é a eles que estou me referindo.

Eu estive na Segunda Guerra

Hoje nevava pra burro enquanto eu andava tranquila por um calçadão que tem aqui...

De repente, eu escutei nos auto-falantes espalhados pela cidade (tipo aqueles que aparecem nos filmes da segunda guerra) uma música de mil novecentos e bolinhas, bem da época da segunda guerra. No mesmo instante, duas senhoras vieram em minha direção calçadas com umas botas que faziam TOCTOC, TOCTOC...

Sou fissurada na história da Segunda Guerra. Não resisti. Fechei os olhos por alguns segundos, fiquei ouvindo a música, a neve batendo em meu rosto, as pessoas falando em italiano e as botas das senhoras, que pareciam dois soldados andando...


Tive a impressão, por alguns instantes, de que eu tinha viajado ao passado. Foi de arrepiar!

(PS: eu não uso nenhum tipo de entorpecente, tá? seu ignorante Minha imaginação é que é fértil demais)

PS 2: Eu descobri que sou viciada em PSs. Já repararam que é difícil um post em que eu não coloque um? Pois é... tem gente que cheira um pó lascado pra se divertir; eu só preciso de uns 2 PSs pra me fazer feliz... ah, e de um pouco de nicotina também (afinal, ninguém é de ferro, né, meu bem?)

PS totalmente desnecessário: Viram o 'pra burro' aí em cima? Pois é. Me dei conta de um dia quero mostrar esse blog pra minha filha, quando ela aprender a ler. E nao quero que ela aprenda palavrões comigo. Então, a partir de agora... sempre que eu quiser dizer 'Caral@#!!' ou 'Pu@# que pariu' eu vou colocar alguma outra coisa... tsc, tsc, PS totalmente desnecessário, eu falei...

Falando em desinformação...

(24/08/08) - arquivo do blog antigo

Hoje, depois do projeto e as histórias que ouvi sobre confusões da informação, me lembrei de algo que eu li na revista Seleções do Reader's Digest há algum tempo e achei muito engraçado:

"O professor entra na sala de aula e pergunta:

- Quem foi responsável pela tomada da Bastilha?

Os alunos se assustam e começam a se defender:

- Eu não fui! - disse um.
- Eu não vi! - se manifestou outro.
- Eu nem sei o que é isso, professor! - disse outro.

O professor ficou indignado, e mais tarde comentou o acontecido com o diretor do colégio:

- Acredita que eu perguntei aos meus alunos quem foi responsável pela tomada da Bastilha e eles começaram a se defender, dizendo que não foram eles?

- Ahh... não se preocupe! - disse o diretor. Isso é coisa de adolescente. Logo eles se cansam e devolvem pra você."

:P

(Caso você também seja um desinformado e não saiba o que é a Bastilha, clique aqui.)
.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Quem disse que é fácil ser bibliotecária??

28/04/08 - arquivo do blog antigo

Estou participando de um projeto na faculdade que se chama 'Mediação da Informação'. Estou amando! Hoje a discussão foi, falando por alto, sobre como 'decifrar' o que o usuário realmente quer quando chega na biblioteca.

O professor citou vários exemplos reais onde o que o usuário diz que precisa não é o que ele precisa de verdade... e o exemplo que mais gostei foi esse:


"O menino entrou na biblioteca e pediu à bibliotecária um livro que falasse sobre 'jugular', a fim de fazer uma pesquisa escolar. A bibliotecária, atenciosa, pegou um livro sobre anatomia e disse que o que ele procurava estaria ali.

Após meia-hora o menino volta, desanimado, e diz que não encontrou nada sobre a 'jugular' que a professora havia mandado pesquisar.


Então a bibliotecária perguntou se o menino sabia algo sobre essa específica 'jugular'. E o menino respondeu:

- É um 'jugular' que foi presidente do Brasil..."

E ainda dizem que é fácil ser bibliotecário!

PS: As informações que ele queria eram, na verdade, sobre o João Goulart, presidente do Brasil no período de 1961 a 1964...

PS do PS: O professor responsável pelo maravilhoso projeto está aqui:
http://www.ofaj.com.br/ (Oswaldo Francisco de Almeida Junior)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A arte de explorar Blogs alheios

Passeando pelos blogs que eu tanto gosto de ler, me deparei com esta historinha:

- Pai, posso comer biscoito? – questionou a menina

- Pergunta pra sua mãe. – esquivou-se o pai.

- Ue, mas não é você quem manda? – explorou a menina.

- Não. Aqui quem manda é a mamãe. – respondeu o pai.

- Mas você sabia que na natureza quem manda é o macho? – desafiou a menina

- Sabia, mas aqui em casa quem manda é a mamãe – insistiu o pai em questão.

- Tudo bem, pai. Ela manda em você, mas você manda em mim. – consolou a pequena.

SHUASHUASHUASHUA


(ou, como diz minha Querida, Idolatrada, Salve, Salve, Nathy: 'Me amarrota que eu tô passada!')

PS: Texto do blog One Little Two
PS do PS: A 'adorável' pessoa em questão está aqui. (Cólica Mental)

domingo, 30 de novembro de 2008

Meu primeiro meme (ou seja lá o que for isso)

(Não, ninguém me pediu nem me passou nada. É que eu não tenho mesmo o que fazer. Pelo menos, não hoje. :)

Então lá vai essa coisa totalmente inútil:

Eu quero: Escrever um livro algum dia. E comprar uma chácara pro papai.

Eu tenho: a sorte de ter uma familia maravilhosa e sempre conhecer pessoas maravilhosas.

Eu gostaria de ter: Uma casa no Lago di Como

Eu gostaria de não ter: que conhecer pessoas ruins, manipuladoras, egoístas e materialistas ao extremo

Eu acho: que a segunda melhor coisa que fiz na vida foi ter me divorciado. A primeira foi ter engravidado

Eu odeio: gente falsa e mentirosa

Eu sinto saudades: da minha filha, da minha familia, da faculdade, do projeto 'mediação da informação', dos meus amigos e das matérias que estudava na facul. (Eh... eu adoro estudar)

Eu faço: Tudo que posso, tudo que quero e tudo que me faz bem

Eu fiz e não faria de novo: Comprar um negócio falido

Eu fazia e deixei de fazer: Me importar com o fato das pessoas se incomodarem com a forma como me visto

Eu escuto: Música de vez em quando. Gosto mesmo é de não escutar nada. Gosto do silêncio

Eu arrependo-me: de muitíssimas coisas

Eu amo: muita gente, muito facilmente (exceto homens!!)

Eu sinto dor: Odeio sentir dor

Eu sinto falta: de jantar no Ru, de andar pela Uel, de fazer trabalhos da faculdade (tá bom, eu confesso: eu sou uma nerd enrustida)

Eu sempre: Tô rindo

Eu não fico: Sem salada

Eu acredito: Em Deus, no amor e que ainda existem pessoas boas.

Eu danço: Quando estou empolgada

Eu canto: Mal pra car@##*!!!

Eu choro: Quando as pessoas me magoam

Eu escrevo: Um monte de besteiras

Eu ganho: Desenhinhos das crianças que tomo conta. Adoro!

Eu perco: Brincos como se fossem balas. Raramente tenho mais que um par ao mesmo tempo. Na verdade, raramente consigo ter um par de brincos por mais de uma semana.

Eu nunca: mais contei calorias :)

Eu não consigo: Dobrar lençóis e toalhas direito

Eu estou: Contente com a minha vida

Eu sou: Feliz

Eu tenho esperança: De poder dar a minha filha tudo que ela precisar

Eu preciso: De atenção dos meus amigos e das pessoas que amo.

Eu deveria: Deixar de falar como a Sandy (ARGH!).

sábado, 1 de novembro de 2008

Mania de estrelismo

Descobri que eu sou um ser estranho.

Tá, tudo bem, eu já desconfiava. Mas é que agora eu falo com conhecimento de caso.

Meu blog era invisível. Ele estava lá, eu escrevia baboseira todos os dias... mas ninguém sabia que ele existia.

De repente, eu entrei numa 'nóia' de fazer propaganda dele. Entrei no orkut, (naqueles tópicos toscos de 'comente o blog acima', onde todo mundo entra e faz o mesmo tipo de comentário: 'gostei do seu blog'). O cara nem leu, nem sabe do que se trata, nem faz idéia do que é o seu blog, mas diz que gostou.

E choveram visitas. Choveram mesmo. Nem todos comentavam, mas entrava umas 30 pessoas por dia. Eu fiquei me sentindo o máximo. Já podia sair daquela outra comunidade tosca, chamada 'blogueiros fracassados'.

Mas aí...

Bom, como vocês sabem, eu sou estranha. Não sou diferente, quem me conhecesse sabe que eu sou e-s-t-r-a-n-h-a MESMO.

Eu comecei a me sentir oprimida. Não aquele tipo de opressão em que alguém aponta uma arma pra sua cabeça... nada tão dramático... (afinal, eu sou estranha, não psicótica...) ...mas mesmo assim... uma opressão.

Tipo assim: Antes eu tinha liberdade pra escrever qualquer besteira que eu quisesse porque eu sabia que ninguém lia. Eu não tinha, tipo, obrigação de escrever alguma coisa legal.

Eu ainda não escrevo, na verdade, nada legal, mas, enfim, eu costuma escrever besteiras bem piores que essas que eu tenho postado aqui ultimamente.

Aí, quando um monte de gente começou a entrar, e alguns até me 'favoritaram', eu fiquei envergonhada. Tipo, eu não me sentia a vontade mais pra contar que a Mel chamava borboleta de boborleta.

E quando eu criei essa coisa bizarra aqui que eu chamo de blog, era essa a intenção... contar essas coisinhas toscas, que as mães das crianças morrem de rir, mas que ninguém mais acha graça.

Bom, aí quando eu comecei a sentir que tinha a obrigação de sempre escrever alguma coisa legal, eu fugi daqui. Saí correndo três dias e três noites desesperada quando tentei escrever alguma coisa legal e nada parecia legal o suficiente.

Tá bom, tá bom... a mudança ajudou no meu sumiço. Mas se vocês querem saber a verdade, eu até comecei um outro blog pra poder escrever anonimamente. Mas acabei desistindo. Eu me apego fácil demais aos blogs. Pelo menos aos meus.

Tipo, quando eu mudei do msn spaces pra cá (putz... ainda não agradeci o Nuno pela dica), eu copiei tudo de lá e colei aqui, porque eu não consegui simplesmente abandonar aquele blog.

Mas aí... entao, depois de alguns meses sumida...

Eu retornei aqui e descobri que esse blog estava entregue às moscas. Nenhum visitante, nenhuma visita, nenhuma alma viva. Na verdade, nem mesmo uma mosca.

E aí... as besteiras começaram a fluir. Como esse post besta, que você tá lendo agora.

Mas eu gosto das minhas besteiras. Esse blog é meu diário, sempre vai ser. Não é para os outros rirem que eu escrevo, é para mim mesmo. É para mim ler o post em que a Mel pensou que mamou bicho (de 2 anos atrás) e rir de novo. E ler o mesmo post daqui a 5 anos e rir de novo.

Esse é o meu remédio.

Nada de propagandas em orkut, nada de comentários inúteis... Só besteiras. As MINHAS besteiras.

>> Mas se você caiu de pára-quedas aqui, seja bem-vindo<<

HUAHUAHUAHUA. É, eu sei. Eu sou estranha. Mas quem não é??

:P

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ciúme é triste

Eu, à noite, colocando meu vestido mais prático (que também é o mais sexy) pra ir pegar a comida com o motoboy, que estava buzinando no portão.
Meu namorado, olhando com cara de quem viu e não gostou:


- Você não tem algo mais sensual? Quem sabe ele gosta e te leva embora na caixa de marmitas!!

(risos)... é... ciúme é uma coisa triste!!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Riscando palavras no blog

Depois do post aí embaixo, duas várias pessoas me pediram pra ensinar a riscar palavras.

Como eu sou um amor de pessoa Pra vocês não terem que ficar como eu, perdendo minutos horas preciosas procurando algo tão simples no Google, vou mostrar aqui como se faz!


Você vai ser mais um abestalhado feliz por riscar palavras!
.

Pra riscar o abestalhado aí de cima, eu só precisei escrever
antes do abestalhado e depois.

Assim, ó:
.
.
Viu? Facim, facim!
.
Viu? Esse blog inútil também é cultura!
.
...

terça-feira, 15 de julho de 2008

A mulher que não gosta de shopping

Ai meu Deus!

Mais um dia de Fúria Shopping

Mais um dia miserável (Aprendi a riscar palavras!!! estava louca pra mostrar shuashuashua em que o Tatu me arrastou para um Shopping!!

É... eu sou estranha (desculpa, gente, não resisti) diferente.

Ao contrário da mulherada em geral, eu ODEIO shoppings. Também odeio mercados. E lojas. E comprar roupas. E provar roupas. E tênis. Os tênis são os piores. Sim... não há nada que eu mais odeie no universo do que tênis.

Foram 6 horas de shopping, andando de um lado pro outro, entrando e saindo de lojas, vendo o miserável Tatu provando roupas, escolhendo celulares, comprando sapato... Ai, meu Deus! O que foi que eu fiz pra merecer isso??

Não satisfeito em ver meus pés com bolhas e meu bom-humor indo 'pras cucuias', ele ainda me fez provar uma saia. Bonitinha, tá. Baratinha, tá. De usar com meião e bota. Tá... tá bom, eu me rendo. A saia era bonitinha e comprei-a-a. Mas eu merecia pelo menos um mimo, né? Seis horas de shopping é martírio demais pra mim!

Eu realmente precisava de uma recompensa!

Preço da saia-de-usar-com-meião-e-botas: (qualquer outra mulher saberia o nome correto da saia... mas não eu, com certeza): R$ 35,00

Ficar deitada em casa, enquanto o Tatu vai sozinho ao mercado e shopping: R$ Não-tem-preço.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O beijinho da Maria-sem-vergonha

Eu achei que não houvesse um adulto na Terra que quando criança não tivesse apertado o broto da flor Maria-sem-vergonha, só pra ver ele estourar e pular da mão.

Mas, eis que, hoje, quando o Tatu e eu voltávamos do mercado (pra variar...), passamos em frente à um monte de marias-sem-vergonha cheias de brotos:

- Pérai... (eu disse, caminhando em direção à floreira)

- Que foi?

- Quero te mostrar uma coisa...

- O que é isso? (Ele perguntou, com aquela típica cara de desinteresse, olhando o brotinho na minha mão)

- Olha só! (tóin)

- PU#@ QUE PARIU, MULHER!!! (dando um pulão prá trás e derrubando todas as sacolas no chão)... Você quer me matar do coração??

- SHUASHUASHUA

PS: Depois de estar devidamente recomposto, o homem de 1,90m e 108 quilos foi andar pela floreira, só pra achar mais brotinhos pra estourar...


A flor Maria-sem-vergonha (Catharanthus roseus)

O brotinho da flor (ou beijo) depois de apertado
...

sábado, 12 de julho de 2008

Freebies

Há algum tempo atrás um vício me acometeu freneticamente: Freebies. Quando dei por mim, passava madrugadas inteiras solicitando Freebies de sites completamente desconhecidos. Eu nem me importava com o que era: Se o site tivesse um formulário para preencher, lá estava eu... solicitando qualquer coisa, pelo simples prazer de solicitar...

É estranho isso... sei lá, talvez eu me sentisse importante, preenchendo todos aqueles formulários... não sei.

Bom, o vício passou, mas ainda recebo um absurdo de correspondência: Freebies atrasados que continuam chegando. Recebi umas coisas bem legais (como um copinho lindo pra minha filhinha, um catálogo de Artes da Universidade de Haward, uns livros da União Européia...) e outras bem ridículas (sabão para máquina de lavar louça :(, protetor auricular :(, fixador de fibras (?? - Deus do céu... o que é isso?? E para que serve??) ...

No meio das coisas legais, eu recebi um 'Child Safe Kit' (uma espécie de cartão de identificação para crianças). Isso eu achei muito interessante: Tem lugar pra colar a foto da criança, pra escrever as alergias que ela possui, endereço, tipo sangüíneo, telefone do médico e (pasmem!) lugar para colocar as impressões digitais! E o mais interessante: a tinta pra ser usada nas impressões digitais vem no próprio cartão, em um espaço selado que deve ser descartado depois de usar a tinta. Achei muito engenhoso... pena que não dá pra usar aqui, pois o cartão está todo em inglês :(.

(Esse Child Safe Kit é enviado gratuitamente pelo governo americano, pra qualquer pessoa que solicitar... de qualquer lugar do mundo... não é fantástico??)

Quando vi o cartão não me controlei e tirei as impressões da Mel:

Quando terminei de tirar as impressões, olha como estavam os dedinhos dela:

O mais bonitinho foi que ela quis ficar um pouquinho com os dedinhos assim, pra 'carimbar' nos caderninhos dela. Então deixei ela com a tinta nos dedos... e um minuto depois (sim, apenas um minuto depois) eu olho pra ela e ela está assim:

Como alguém consegue ficar em um estado tão deplorável em tão pouco tempo??
Uma criança de 4 anos consegue!! rsrsrss

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Como fazer a mamãe ter um infarto

Meu bebezinho, com minha bota de cano longo e salto, se olhando no espelho.

De repente, ela dá umas reboladinhas e fala:

- Ai, tô me sentindo tão GOSTOSA!

- (Pausa pra mamãe infartar)

- ...

- Filha, quem te ensinou a falar isso?

- A Mi!

- (Uma grande pausa para uma longa conversa sobre as diferenças entre as adolescentes de 13 anos e as menininhas de 4)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Frio... depende do ponto de vista!

O frio é relativo. Com o aquecimento global, o mundo vai passar por algumas transformações nunca antes imaginadas.

30ºC ou mais
Baianos vão à praia, dançam, cantam e comem acarajé.
Cariocas vão à praia e jogam futebol.
Mineiros comem um feijão tropeiro.
Paulistas estão no litoral e enfrentam 2 horas de fila nas padarias e supermercados da região.
Catarinenses, Gaúchos e Curitibanos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade.

25ºC
Baianos não deixam os filhos saírem ao vento após as 17 horas.
Cariocas vão à praia mas não entram na água.
Mineiros comem um "queijin" na sombra.
Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral e ainda entram na água.
Catarinenses, Gaúchos e Curitibanos reclamam do calor e não fazem esforço devido ao esgotamento físico.

20ºC
Baianos mudam os chuveiros para a posição "Inverno" e ligam o ar quente das casas e veículos.
Cariocas vestem um moletom.
Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas decidem deixar o litoral, começa o trânsito de volta para casa.
Catarinenses, Gaúchos e Curitibanos tomam sol no parque.

15ºC
Baianos tremem descontroladamente de frio.
Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo.
Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral.
Catarinenses, Gaúchos e Curitibanos ainda dirigem com os vidros abaixados.

10ºC
Decretado estado de calamidade na Bahia.
Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas.
Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão.
Paulistas agora estão presos nos congestionamentos na cidade de São Paulo da volta do litoral.
Catarinenses, Gaúchos e Curitibanos botam uma camisa de manga comprida.

5ºC
Bahia entra no armagedon.
César Maia lança a candidatura do Rio para as olimpíadas de inverno.
Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha, que já se assemelha a uma fogueira de São João.
Paulistas vão a pizzarias e shopping centers com a família.
Catarinenses, Gaúchos e Curitibanos fecham as janelas de casa.

0ºC
Não existe mais vida na Bahia.
No Rio, César Maia veste 7 casacos e lança o "Ixxnoubórdi in Rio".
Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha.
Paulistas vão para Campos do Jordão e enfrentam 2 horas de fila para sentarem em restaurantes e barzinhos.
Catarinenses, Gaúchos e Curitibanos fazem um churrasco no pátio... antes que esfrie.

PS: SHUASHUASHUA, pior que a parte dos baianos é verdade. Meu ex-marido ligava o aquecedor em casa quando estava a 20ºC. Ah, e dormia com meia de lã e lavava o rosto só com água quente!

Essa eu peguei aqui, ó: http://chrismazzola.blogspot.com
... passa lá... o blog do cara é legal! :)

'Jogando' baralho

A Mel, brincando de jogar truco, sozinha:
- Tluco! (joga uma carta na mesa)
- Seis! (Joga outra carta)
- Qualenta e nove!

SHUASHUASHUA... de onde veio o 49??

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O admirável dom da Persuasão...

É a minha sina!

Mercados, supermercados, hipermercados! Não há nada que eu mais odeie! E tenho dois viciados nisso aqui em casa.

Fui passar uns dias na casa de minha mãe. Um alívio tomou conta de mim no momento em parei pra pensar que não teria que ir a nenhum mercado durante o tempo em que estivesse lá. (Aqui, eu tenho que ir quase todo dia, pelo simples fato de que o Tatu adora passear nos supermercados...)

Mas, eis que, ontem, antes de virmos embora, a Mel me olha e diz:

- Mãe, vamos no mercado?

- Não, filha.

- Ahhh mãe... por favorrr!!!

- Não, filha.

-Ahhh mãe... mas eu não quero comprar nada... vamos pra olhar!

- (????) Não filha! Parece o Tatu, que não passa um dia sem ter que ir passear no mercado...

- Ahhh mamãezinha, lindinha, fofinha do meu coração, que eu amo tanto... vamo no mercado?

- Tá.




Ah... e a 'criaturinha' que não queria comprar nada no mercado, voltou de lá com um caderno, uma caixa de lápis de cor, um batom, um iogurte, um pacote de biscoitos, um saquinho de jujubas e um refrigerante...

A Lendária história das mãos Haanappel

Bem... pra começar, vou logo explicando que não sei se o nome do post está correto, porque embora os parentes que tenham a típica mão 'grossa' têm hoje o outro sobrenome, a nossa mão foi herança genética da minha avó paterna, que tinha o sobrenome 'Ristau'. E na revista, o sobrenome da família era 'Haanappel'.

Bem, mas deixando o sobrenome de lado, estou colocando aqui a história que foi contada em minha família de geração em geração: O acontecimento que deu origem às nossas mãos, tão diferente das demais.

Esta publicação é uma revista alemã, que foi dada ao meu irmão mais velho pela minha avó. Como não tem mais capa nem contracapa, não consegui identificar o nome nem a data de publicação. Pelo conteúdo, o tradutor acredita que sua publicação se deu entre os anos 1958-1960.




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Tradução:

O Mistério da família Haanappel


TODOS TEM MÃOS NEGRAS

Uma família na pequena cidade holandesa de Doesburg é conhecida por possuírem suas mãos negras, um capricho da natureza que pode ter sua origem no século 16.

Naquele tempo, havia na cidade uma torre de 98 metros de altura, na Igreja Martins, o orgulho dos moradores da cidade.

Em uma noite, quando o guarda municipal Haanappel fazia sua ronda, viu um vermelho brilhante de fogo através de uma janela da torre. Imediatamente, ele correu até as escadas e subiu torre acima, para baladar os sinos, com o propósito de dar o alarme de incêndio.

Mas ele acabou encontrando em sua volta um fechado fogo ardente. A torre queimava e a única saída para voltar seria utilizar-se das cordas do sino. Foi o que ele fez, mas, durante a descida, escorregando na dura e dilacerada corda, queimou suas mãos e pés com a fuligem que a penetrava, proveniente do fogo. Ele ficou com os pés e mãos negros e queimados.

Com dores insuportáveis, Haanappel correu para casa. Sua esposa estava grávida e desmaiou quando viu suas mãos feridas pelo fogo.

Poucas semanas depois do ocorrido, o bebê veio ao mundo, e sua mãe pode observar que as palmas das mãos do recém nasicdo estavam escurecendo.

E estas mãos passaram de gerações para gerações.

Legenda das fotos:

Na parte superior: Sino e corda no qual Haanappel escapou / Parte dos fragmentos da corda, que tornou-se agora uma custosa lembrança adquirida pela família.

No centro: As Mãos Negras dos 6 membros da família Haanappel. A mão branca pertence a esposa de um descendente do vigia.

Abaixo:
1. A Igreja Martins: No Século 16, era uma das maiores igrejas da terra, sua alta torre nunca mais foi reconstruída.
2. Anni, a mais jovem da família, passa roupas: "Felizmente as mãos negras não soltam tintas", diz, sorrindo.
3. O pequeno Jaap, com 11 anos de idade, tem mãos negras. Quando um novo professor chega, sempre pensa que as mãos do menino estão sujas.


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PS: Meus irmãos, quando pequenos, voltaram para casa várias vezes com bilhetinhos dos professores, sempre dizendo: "Prezada mamãe, favor mandar seu filho para a Escola sempre com as mãos limpas".

Eu nunca passei por isso, pois minha tia trabalhava na escola em que eu estudava, então os professores já sabiam.

Mas também passei por muitos constrangimentos.

Por exemplo, meu primeiro namorado 'espalhou' pela cidade que eu tinha mão de homem. (Ai que ódio!). Já quando fui morar em Salvador, sempre que alguém me conhecia, me perguntava se eu trabalhava na 'lavoura' no Paraná.

Agora eu já me cansei, e nunca cumprimento quem eu não conheço com um aperto de mãos. Só dou um sorriso. Parece falta de educação, mas mal educadas são as pessoas ao sentir minhas mãos. Elas sempre fazem as mesmas perguntas: "Você tem Ácido Úrico?", ou "Você trabalha na roça?", ou "Você está com as mãos machucadas?"...

Então pra evitar ficar explicando que é algo genético, que não tem cura, etc, etc,... eu prefiro evitar... é tão cansativo explicar sempre a mesma coisa...

Bom, essa é a história! Queria muito encontrar outras pessoas, de outras famílias que tivessem a mão assim também. Queria encontrar outros descendentes da família Haanappel!!

Depois que passa, a gente ri

Esse post é pra contar como uma enfermeira quase fez minha mãe ter um infarto enquanto meu pai fazia o cateterismo

Minha mãe contou que chegou ao hospital (público) na hora solicitada: 08:00 a.m. Sete horas depois, ainda em jejum, meu pai foi chamado para a Sala de Cateterismo, enquanto minha mãe ficou na sala de espera. Ainda segundo minha mãe, só os familiares dos pacientes que tinham algum problema durante o procedimento é que eram chamadas ao 'balcão de atendimento'. Esses familiares ficavam desesperados e eram obrigados a irem embora, pois o paciente ficaria internado vários dias.

Aí... eis que, uma enfermeira (típica de hospital do SUS) chama minha mãe ao 'balcão de atendimento'. O 'japonês' (amigo do pai que os acompanhou até o hospital) disse que neste momento minha mãe já ficou branca e sem voz.
Chegando ao balcão, a enfermeira disse:

- O médico pediu para avisar que o paciente terá que fazer uma cirurgia de urgência. O dr. não pode falar com vocês agora e pediu para vocês irem para casa, pois o paciente ficará internado até segunda-feira. Segunda-feira vocês retornam e aí o médico fala com vocês.

- M-m-mas como assim??

Minha mãe disse que a enfermeira repetiu tudo que havia dito antes. Não adiantou:

- M-m-mas e-eu não e-e-stou te e-e-ntendendo...

Neste momento o 'japonês', que havia ficado sentado na sala de espera, viu que minha mãe começou a tremer muito e foi ver o que estava acontecendo:

- O que aconteceu?

- O N-n-eno vai t-t-ter q-q-que o-o-operar...

- Mas por que?

- Eu não sei - responde a enfermeira - o médico só pediu para eu dizer isso a vocês.

- E tem alguém que sabe o que está acontecendo, com quem eu possa falar?

- Um momento.

A enfermeira saiu, e voltou quinze minutos depois (minha mãe já estava sentada, suando frio, tomando água e chorando desesperada):

- Me desculpe, houve um engano - disse calmamente a enfermeira. O paciente já terminou o cateterismo e passa bem. O médico é que terá que fazer uma cirurgia de urgência em outro paciente e por isso não pode falar com vocês agora. Ele pediu para que o paciente fique em observação até à meia-noite e aí vocês podem ir para casa. Segunda-feira ele entra em contato com vocês para falar sobre o exame.

O japonês ficou aliviado e minha mãe começou a chorar desesperadamente. Mas desta vez foi de alívio...

Não é mesmo o fim da aventura humana na Terra??

Cateterismo

Esses últimos dias foram meio tensos. Só ontem a noite eu consegui relaxar de verdade.

Há alguns meses meu pai se sentiu mal, um lado do corpo dele adormeceu. Ele fez um eletrocardiograma e o exame apontou que ele havia tido um infarto.

Alguns dias depois, fomos à clínica de um médico daqui e ele fez outros exames. Esses exames não apontaram nada, era como se ele não tivesse infartado.
Então o médico disse que ele precisava fazer um cateterismo. Ele marcou o cateterismo para sexta-feira passada.

Graças a Deus deu tudo certo. E graças a Deus também o Tatu só me contou dos perigos de um cateterismo depois que meu pai já tinha feito. Mesmo assim, eu fiquei com muito medo. Mas agora está tudo bem. Paizinho descansou uns dias e passa bem.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Estamos fora do ar por problemas técnicos...

Nossa... aconteceu tantas coisas nesses últimos dias, mas estou sem nenhuma inspiração pra contar. Então, vou deixar aqui os arquivos do Blog antigo e uma tirinha nova... e volto quando estiver inspirada para contar tudo...



Trocadilhos da Mel

Na Piscina

Há alguns dias, a Mel teve sua primeira experiência com piscina funda (até então, ela só brincava na sua piscininha de plástico). Fiquei ao lado dela o tempo todo, mas mesmo assim ela aprontou.

Primeiro, ao ver a piscina, ela saiu correndo e se jogou na água, imagino que sem saber que iria afudar. Eu pulei atrás e a peguei, achando que ela estaria aos berros, mas, para o meu desespero, ela adorou.

Depois demos a ela uma bóia que acabou ficando muito grande, o que fazia com que sempre que ela erguia as mãozinhas, escorregava pelo meio da bóia e afundava na água. O perigoso era que ela não achava ruim, ela gostava, ficava rindo feito louca, e eu tinha que ficar segurando ela sempre.
Depois de um certo tempo, acho que ela se cansou de ficar 'tomando caldo' e disse:

- Mamãe, não tem outra bóia? Essa é muito grande, eu fico 'derretendo'...

SHUASHUASHUA...

É claro que só voltamos à piscina depois de encontrar uma bóia que cabia nela direitinho...

Abelhas

Essa semana, quando a Mel e eu estávamos na casa dos meus pais, a Defesa Civil foi chamada pra acabar com uma colméia no quintal, pois as abelhas estavam alvoroçadas e atacando todas as pessoas que se aproximavam.


Um dia depois de os bombeiros destruírem a colméia, as abelhas formaram um enxame e foram em direção à casa ao lado, ficando todas sobre um limoeiro. Ao ver todas aquelas abelhas juntas, a Mel ficou impressionada, me chamou e disse:

- Olha, mamãe (apontando para as abelhas) - tá 'todo mundo' lá...

Atropelamento por Avião

Há algum tempo coloquei um comentário neste blog que alguns acharam exagerado:

(27/05 - Terroristas quererm levar motoristas Londrinenses para os EUA. Eles descobriram que, os Londrinenses, de posse de um volante, se tornam armas de destruição em massa... )

Fui muito criticada por isso e agora...

... Eis que surgiu uma prova incontestável do fracasso dos londrinenses ao volante (ou em qualquer coisa que se mova...)
Alguém de vocês já viu uma pessoa ser atropelada por avião?? (Isso mesmo, um AVIÃO!!)... pois é... aqui em Londrina isso acontece!! :D

Hoje, um pobre jardineiro estava aparando o jardim quando o piloto de um minimotor bateu com a asa do avião nele.

Parece inacreditável, mas aconteceu de verdade!

O que um avião fazia tão baixo? Não me pergunte, ninguém sabe.

O piloto foi embora sem prestar socorro.

Ah... e o pobre homem não teve tempo (ou não estava acordado o suficiente) para anotar a placa...

rsrsrsrs... NO WORDS

Ai, ai... só Londrina mesmo! É por isso que eu estou começando a amar essa cidade. Em que outro lugar do mundo eu teria o privilégio de presenciar um atropelamento por avião???

domingo, 29 de junho de 2008

Demência 'nos orkuts'

Sem comentários...


...

'Duranga' Kid

Quando a Mel está muito terrível, e nada parece ser capaz de fazê-la se acalmar, eu apelo pra chantagem, e digo:
"Filha, se você não ficar quieta eu não vou mais comprar presente pra você"...
Não é nada educativo, mas fuciona que é uma beleza!

Só vi o grande erro que estava fazendo quando percebi que ela tá aprendendo a fazer chantagem também.
Esses dias eu estava corrigindo ela, quando ela parou, olhou séria pra mim e falou:
- Mamãe, se você 'bigar' comigo, eu nunca mais 'complo pisente pla' você!
- Mas, filha, você nunca comprou presente pra mim.
- Ahhh... mas é que 'agola' eu to sem 'dinhelo'....

SHUASHUASHUA...

Mas gracinhas à parte, foi o suficiente pra eu desistir de chantagem. Que coisa mais feia!


Rapidinha da Mel
Eu estava ensinando a Mel a brincadeira do palhaço: "olha pra cima, olha pra baixo, cabeça de palhaço..."
Aí chegou a vez dela tentar: "Olha 'pla' cima, olha 'pla' baixo, olha 'pla' drento..."


12 de dezembro de 2006

Arquivos do Blog antigo

03 de julho de 2007 - Beijinho doce...

A criatividade da Mel as vezes me assusta.
Ontem ela estava comigo na sala quando perguntou se eu queria um 'beijinho docinho'. Eu disse que sim, óbvio, e então ela correu até a cozinha, pingou umas gotas de adoçante na boquinha e veio me dar um selinho...
Como deu certo comigo, agora ela faz isso com todo mundo. Claro que o 'beijinho docinho' é só uma desculpa esfarrapada. O que ela quer mesmo, é comer o adoçante.... rsrsrs

Oops... I did again!!

Vocês lembram que eu torci o pé, né?

E que eu fiquei uma semana com tala e muleta?

Pois é... e ontem eu torci o pé de novo. Não sei porque insisto em usar rasteirinha. Meus pés já estão tortos, eu tenho que me conformar!

Torci o pé de chinelo. Dá pra acreditar?? De chinelo! Como alguém consegue torcer o pé de chinelo? Bom... Eu consigo!!

Pelo menos desta vez não foi tão grave. Nada de tala e muleta. Mas dói quando piso.

domingo, 22 de junho de 2008

Raciocínio Lógico

Ontem eu estava tentando pentear o cabelo da Mel (uma tarefa quase impossível de se fazer) e ela não parava quieta.

Parecia uma minhoquinha, se contorcendo pra lá e prá cá. Cansada de tentar fazê-la ficar quieta, eu resolvi explicar que caso ela não ficasse parada, seria impossível pentear seus cabelos, aí eles iriam embaraçar demais e a gente teria que cortá-los.

Antes que eu explicasse que ela poderia não gostar de ter cabelos curtos, ela completou o raciocínio:
- Quem não penteia o cabelo fica careca e feio igual o vovô, né mamãe?

sábado, 21 de junho de 2008

Trocando as Bolas

Esses dias a Mel começou a cantar musiquinhas que aprende na escolinha. Semana passada ela começou:

"Fui morar numa casinha-nha infestada-da de cupim-pim-pim... saiu de lá uma largatixa-xa... olhou pra mim, olhou pra mim e fez assim: MIAU"

shuashuashua... Ela deve ser a única pessoa que conhece uma lagartixa que mia....

Cantando a música da barata, ela confunde tudo:
"A barata diz que tem, tem, tem, uma saia de filó, é mentira da barata, ela vai de avião... ró ró ró, rá rá rá, ela usa detefon...."

Perdida no Tempo

Já que não tive aula na Facul hoje, resolvi tirar uma 'soneca' à tarde, pois tinha passado a noite inteira em claro.

Acordei, liguei a TV e estava passando 'Medical Detectives', programa que passa às 6:00 da manhã. Fiquei empolgadíssima e pensei: 'Putz, dormi a tarde e varei a noite inteira'.

Olhei para o lado... todos dormindo.

Fiquei quietinha, esperando amanhecer...

Como o sol não aparecia, (e pelos meus 'cálculos' já deveria ser 8:00 da 'manhã'), resolvi levantar e ver as horas.

Só então descobri que eram 8:00 da noite, e não da manhã.

Que droga! Dormir a tarde me deixa mesmo muito locona...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Boa de Anatomia

Eu estava traquila, assistindo TV enquanto o Tatu trabalhava no computador. Estava passando um filme, e ele olha pra TV no exato momento em que o ator principal se vira de costas para a câmera, que filma sua bunda por vários segundos. Ele dá um grito:

- Não acredito! É seu queridinho?
- O quê? Você pensou que fosse o Hugh Jackman??
- Pensei... (já sorrindo, aliviado)
- Com essa bunda enorme??
- FILHA DA P@@##!!! Você conhece o cara até pela bunda!!!
- SHUASHUASHUA


Quem é esse tal Hugh Jackman?

Bom, como eu sou uma blogueira muito responsável, não quero que meus leitores fiquem perdidos, sem entender a piadinha, e sem fazer idéia de quem é o Hugh Jackman.

Então, para os meus leitores (e somente para eles) (é bom que o Tatu entenda muito bem essa parte) eu vou colocar aqui umas fotos do Hugh, pra vocês saberem quem ele é. (Não é pra mim ficar vendo, nem ter uma desculpa pra pesquisar fotos do Hugh na internet... é só para os meus leitores)

Eu sei, meu bem, que você vai achar que isso é só um pretexto pra colocar fotos do Hugh Jackman aqui, mas não se trata disso. Só não quero que meus queridos leitores fiquem perdidos... (Ai meu Deus! Será que fui convincente o suficiente?)

Esse é Hugh Jackman


Hugh no filme A Senha: Swordfish

Hugh como Wolverine, no filme X-Man


Pronto. Já deu pra vocês saberem de quem se trata, né? (Caso vocês ainda não tenham conseguido saber de quem se trata, me deixem um comentário pedindo outras fotos (por favor!)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Desastrada? Eu??

Este blog andou praticamente abandonado. Quatro dias sem escrever nada. Nadinha. Mas não foi por falta de inspiração nem por falta de situações cômicas (talvez pra mim nem tão cômicas assim... )

Bom... eu fiquei sumida porque torci o pé domingo, ao voltar da casa de uma amiga, onde eu fui fazer um trabalho da faculdade. Eu estava com um menino que estuda com a gente, atravessando uma BR, e por um desses insondáveis mistérios da natureza, ao invés de passar pela passarela de cimento, a gente resolveu ir pela grama.

Tinha duas valas: a primeira a gente pulou de boa (duas crianças!), na segunda a gente pisou num montinho de grama (que me parece ter sido deixada ali de propósito: quem deixa um monte de mato seco ao lado de uma vala?? ) e nós dois fomos pro chão (quase pra dentro da vala)...


Ele não se machucou, mas eu torci o pé. Na hora não parecia ter machucado muito, eu saí mancando, mas andando. Mas no outro dia... meu pé estava gigante e doendo pra caramba. O médico colocou uma tala e me mandou ficar com ela 7 dias (um exagero!).

Estou andando de muleta (sim... muleta e não muletas)... tentei mas eu sou desastrada (demais) e descordenada (demais) e desengonçada (demais) pra conseguir controlar duas muletas e ficar equilibrada ao mesmo tempo...
By Gisa