quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Na paz da Desordem

Dizem que os opostos se atraem. Nao sei se è verdade, mas o fato de o Henry e eu conseguirmos conviver harmoniosamente sob o mesmo teto ainda è um mistèrio.

O Henry è completamente obcecado por ordem e è extremamente metòdico com suas coisas. Eu sou extremamente desorganizada e caoticamente bagunceira.

No armàrio do Henry tudo è devidamente dobrado e separado por cores e funcionalidade. Alguns metòdos usado por ele para tal arrumaçao ainda sao uma incognita para mim, que trato meu armàrio como uma espècie de “cestao”, onde jogo tudo dentro como me vem em mente.

Nossos lados do guarda-roupas sao o extremo total: tem um lado onde um fio de cabelo nao passaria jamais desapercebido - a olho nu -, e o outro onde alguem deve ter esquecido uma bomba atomica, que parece ter acabado de explodir. Acidentalmente.

O interessante è que no meu caos eu sempre encontro tudo aquilo que procuro em um tempo consideravelmente àgil. Jà o Henry - metòdico que sò - vive perdendo as coisas. Ele organiza tanto, mas tanto, que com tanta ordem as coisas simplesmente desaparecem. E o mais fantàstico è que sou sempre eu a encontrar suas coisas depois dele jà ter procurado “da per tutto”.

Eh claro que me deixar procurar coisas nas suas coisas tem seu preço, jà que deixo meu rastro maligno por todo lugar onde passo. Depois de eu ter tocado suas coisas, ele levarà horas e horas, talvez dias, para reorganizar e catalogar tudo novamente.

Ele diz que meu problema nao è ser desorganizada, ou “mooolto” desorganizada, como costuma dizer. Segundo ele o meu problema è que eu goste da bagunça. Aliàs, que eu precise dela...   Pode ser...


Me lembro de uma vez que fui à casa de um rapaz onde nao tinha nada fora do lugar. Nadinha. Juro que se eu nao soubesse que ele vivia ali, diria que aquela casa estava desabitada hà anos.

Nenhuma revista em cima da mesa, nem uma conta para pagar, nem um bloco de notas ao lado do telefone, nem um misero post it... NADA. Nadinha.

Cada vez que eu levantava do sofà, ele corria arrumar as almofadas... Meu pai do ceu! E o banheiro?? Ai que panico: Nao tinha nada. Nem um perfuminho, nada. As duas unicas coisas visiveis ali dentro eram a toalha (devidamente dobrada em cima da pia) e um tapete simetricamente colocado no chao.

Ai! Me deu uma vontaaade de sair correndo... Fui embora e nunca mais voltei. Aliàs, nunca mais falei com ele de novo. Tà loco. Tanta ordem assim me dà atè medo. Eu, hein!

.......
PS: Henry, hai qualche commento da fare?? hahahaha
By Gisa