quinta-feira, 10 de julho de 2008

'Jogando' baralho

A Mel, brincando de jogar truco, sozinha:
- Tluco! (joga uma carta na mesa)
- Seis! (Joga outra carta)
- Qualenta e nove!

SHUASHUASHUA... de onde veio o 49??

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O admirável dom da Persuasão...

É a minha sina!

Mercados, supermercados, hipermercados! Não há nada que eu mais odeie! E tenho dois viciados nisso aqui em casa.

Fui passar uns dias na casa de minha mãe. Um alívio tomou conta de mim no momento em parei pra pensar que não teria que ir a nenhum mercado durante o tempo em que estivesse lá. (Aqui, eu tenho que ir quase todo dia, pelo simples fato de que o Tatu adora passear nos supermercados...)

Mas, eis que, ontem, antes de virmos embora, a Mel me olha e diz:

- Mãe, vamos no mercado?

- Não, filha.

- Ahhh mãe... por favorrr!!!

- Não, filha.

-Ahhh mãe... mas eu não quero comprar nada... vamos só pra olhar!

- (????) Não filha! Parece o Tatu, que não passa um dia sem ter que ir passear no mercado...

- Ahhh mamãezinha, lindinha, fofinha do meu coração, que eu amo tanto... vamo no mercado?

- Tá.




Ah... e a 'criaturinha' que não queria comprar nada no mercado, voltou de lá com um caderno, uma caixa de lápis de cor, um batom, um iogurte, um pacote de biscoitos, um saquinho de jujubas e um refrigerante...

A Lendária história das mãos Haanappel

Bem... pra começar, vou logo explicando que não sei se o nome do post está correto, porque embora os parentes que tenham a típica mão 'grossa' têm hoje o outro sobrenome, a nossa mão foi herança genética da minha avó paterna, que tinha o sobrenome 'Ristau'. E na revista, o sobrenome da família era 'Haanappel'.

Bem, mas deixando o sobrenome de lado, estou colocando aqui a história que foi contada em minha família de geração em geração: O acontecimento que deu origem às nossas mãos, tão diferente das demais.

Esta publicação é uma revista alemã, que foi dada ao meu irmão mais velho pela minha avó. Como não tem mais capa nem contracapa, não consegui identificar o nome nem a data de publicação. Pelo conteúdo, o tradutor acredita que sua publicação se deu entre os anos 1958-1960.




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Tradução:

O Mistério da família Haanappel


TODOS TEM MÃOS NEGRAS

Uma família na pequena cidade holandesa de Doesburg é conhecida por possuírem suas mãos negras, um capricho da natureza que pode ter sua origem no século 16.

Naquele tempo, havia na cidade uma torre de 98 metros de altura, na Igreja Martins, o orgulho dos moradores da cidade.

Em uma noite, quando o guarda municipal Haanappel fazia sua ronda, viu um vermelho brilhante de fogo através de uma janela da torre. Imediatamente, ele correu até as escadas e subiu torre acima, para baladar os sinos, com o propósito de dar o alarme de incêndio.

Mas ele acabou encontrando em sua volta um fechado fogo ardente. A torre queimava e a única saída para voltar seria utilizar-se das cordas do sino. Foi o que ele fez, mas, durante a descida, escorregando na dura e dilacerada corda, queimou suas mãos e pés com a fuligem que a penetrava, proveniente do fogo. Ele ficou com os pés e mãos negros e queimados.

Com dores insuportáveis, Haanappel correu para casa. Sua esposa estava grávida e desmaiou quando viu suas mãos feridas pelo fogo.

Poucas semanas depois do ocorrido, o bebê veio ao mundo, e sua mãe pode observar que as palmas das mãos do recém nasicdo estavam escurecendo.

E estas mãos passaram de gerações para gerações.

Legenda das fotos:

Na parte superior: Sino e corda no qual Haanappel escapou / Parte dos fragmentos da corda, que tornou-se agora uma custosa lembrança adquirida pela família.

No centro: As Mãos Negras dos 6 membros da família Haanappel. A mão branca pertence a esposa de um descendente do vigia.

Abaixo:
1. A Igreja Martins: No Século 16, era uma das maiores igrejas da terra, sua alta torre nunca mais foi reconstruída.
2. Anni, a mais jovem da família, passa roupas: "Felizmente as mãos negras não soltam tintas", diz, sorrindo.
3. O pequeno Jaap, com 11 anos de idade, tem mãos negras. Quando um novo professor chega, sempre pensa que as mãos do menino estão sujas.


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PS: Meus irmãos, quando pequenos, voltaram para casa várias vezes com bilhetinhos dos professores, sempre dizendo: "Prezada mamãe, favor mandar seu filho para a Escola sempre com as mãos limpas".

Eu nunca passei por isso, pois minha tia trabalhava na escola em que eu estudava, então os professores já sabiam.

Mas também passei por muitos constrangimentos.

Por exemplo, meu primeiro namorado 'espalhou' pela cidade que eu tinha mão de homem. (Ai que ódio!). Já quando fui morar em Salvador, sempre que alguém me conhecia, me perguntava se eu trabalhava na 'lavoura' no Paraná.

Agora eu já me cansei, e nunca cumprimento quem eu não conheço com um aperto de mãos. Só dou um sorriso. Parece falta de educação, mas mal educadas são as pessoas ao sentir minhas mãos. Elas sempre fazem as mesmas perguntas: "Você tem Ácido Úrico?", ou "Você trabalha na roça?", ou "Você está com as mãos machucadas?"...

Então pra evitar ficar explicando que é algo genético, que não tem cura, etc, etc,... eu prefiro evitar... é tão cansativo explicar sempre a mesma coisa...

Bom, essa é a história! Queria muito encontrar outras pessoas, de outras famílias que tivessem a mão assim também. Queria encontrar outros descendentes da família Haanappel!!

Depois que passa, a gente ri

Esse post é pra contar como uma enfermeira quase fez minha mãe ter um infarto enquanto meu pai fazia o cateterismo

Minha mãe contou que chegou ao hospital (público) na hora solicitada: 08:00 a.m. Sete horas depois, ainda em jejum, meu pai foi chamado para a Sala de Cateterismo, enquanto minha mãe ficou na sala de espera. Ainda segundo minha mãe, só os familiares dos pacientes que tinham algum problema durante o procedimento é que eram chamadas ao 'balcão de atendimento'. Esses familiares ficavam desesperados e eram obrigados a irem embora, pois o paciente ficaria internado vários dias.

Aí... eis que, uma enfermeira (típica de hospital do SUS) chama minha mãe ao 'balcão de atendimento'. O 'japonês' (amigo do pai que os acompanhou até o hospital) disse que neste momento minha mãe já ficou branca e sem voz.
Chegando ao balcão, a enfermeira disse:

- O médico pediu para avisar que o paciente terá que fazer uma cirurgia de urgência. O dr. não pode falar com vocês agora e pediu para vocês irem para casa, pois o paciente ficará internado até segunda-feira. Segunda-feira vocês retornam e aí o médico fala com vocês.

- M-m-mas como assim??

Minha mãe disse que a enfermeira repetiu tudo que havia dito antes. Não adiantou:

- M-m-mas e-eu não e-e-stou te e-e-ntendendo...

Neste momento o 'japonês', que havia ficado sentado na sala de espera, viu que minha mãe começou a tremer muito e foi ver o que estava acontecendo:

- O que aconteceu?

- O N-n-eno vai t-t-ter q-q-que o-o-operar...

- Mas por que?

- Eu não sei - responde a enfermeira - o médico só pediu para eu dizer isso a vocês.

- E tem alguém que sabe o que está acontecendo, com quem eu possa falar?

- Um momento.

A enfermeira saiu, e voltou quinze minutos depois (minha mãe já estava sentada, suando frio, tomando água e chorando desesperada):

- Me desculpe, houve um engano - disse calmamente a enfermeira. O paciente já terminou o cateterismo e passa bem. O médico é que terá que fazer uma cirurgia de urgência em outro paciente e por isso não pode falar com vocês agora. Ele pediu para que o paciente fique em observação até à meia-noite e aí vocês podem ir para casa. Segunda-feira ele entra em contato com vocês para falar sobre o exame.

O japonês ficou aliviado e minha mãe começou a chorar desesperadamente. Mas desta vez foi de alívio...

Não é mesmo o fim da aventura humana na Terra??

Cateterismo

Esses últimos dias foram meio tensos. Só ontem a noite eu consegui relaxar de verdade.

Há alguns meses meu pai se sentiu mal, um lado do corpo dele adormeceu. Ele fez um eletrocardiograma e o exame apontou que ele havia tido um infarto.

Alguns dias depois, fomos à clínica de um médico daqui e ele fez outros exames. Esses exames não apontaram nada, era como se ele não tivesse infartado.
Então o médico disse que ele precisava fazer um cateterismo. Ele marcou o cateterismo para sexta-feira passada.

Graças a Deus deu tudo certo. E graças a Deus também o Tatu só me contou dos perigos de um cateterismo depois que meu pai já tinha feito. Mesmo assim, eu fiquei com muito medo. Mas agora está tudo bem. Paizinho descansou uns dias e passa bem.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Estamos fora do ar por problemas técnicos...

Nossa... aconteceu tantas coisas nesses últimos dias, mas estou sem nenhuma inspiração pra contar. Então, vou deixar aqui os arquivos do Blog antigo e uma tirinha nova... e volto quando estiver inspirada para contar tudo...



Trocadilhos da Mel

Na Piscina

Há alguns dias, a Mel teve sua primeira experiência com piscina funda (até então, ela só brincava na sua piscininha de plástico). Fiquei ao lado dela o tempo todo, mas mesmo assim ela aprontou.

Primeiro, ao ver a piscina, ela saiu correndo e se jogou na água, imagino que sem saber que iria afudar. Eu pulei atrás e a peguei, achando que ela estaria aos berros, mas, para o meu desespero, ela adorou.

Depois demos a ela uma bóia que acabou ficando muito grande, o que fazia com que sempre que ela erguia as mãozinhas, escorregava pelo meio da bóia e afundava na água. O perigoso era que ela não achava ruim, ela gostava, ficava rindo feito louca, e eu tinha que ficar segurando ela sempre.
Depois de um certo tempo, acho que ela se cansou de ficar 'tomando caldo' e disse:

- Mamãe, não tem outra bóia? Essa é muito grande, eu fico 'derretendo'...

SHUASHUASHUA...

É claro que só voltamos à piscina depois de encontrar uma bóia que cabia nela direitinho...

Abelhas

Essa semana, quando a Mel e eu estávamos na casa dos meus pais, a Defesa Civil foi chamada pra acabar com uma colméia no quintal, pois as abelhas estavam alvoroçadas e atacando todas as pessoas que se aproximavam.


Um dia depois de os bombeiros destruírem a colméia, as abelhas formaram um enxame e foram em direção à casa ao lado, ficando todas sobre um limoeiro. Ao ver todas aquelas abelhas juntas, a Mel ficou impressionada, me chamou e disse:

- Olha, mamãe (apontando para as abelhas) - tá 'todo mundo' lá...

Atropelamento por Avião

Há algum tempo coloquei um comentário neste blog que alguns acharam exagerado:

(27/05 - Terroristas quererm levar motoristas Londrinenses para os EUA. Eles descobriram que, os Londrinenses, de posse de um volante, se tornam armas de destruição em massa... )

Fui muito criticada por isso e agora...

... Eis que surgiu uma prova incontestável do fracasso dos londrinenses ao volante (ou em qualquer coisa que se mova...)
Alguém de vocês já viu uma pessoa ser atropelada por avião?? (Isso mesmo, um AVIÃO!!)... pois é... aqui em Londrina isso acontece!! :D

Hoje, um pobre jardineiro estava aparando o jardim quando o piloto de um minimotor bateu com a asa do avião nele.

Parece inacreditável, mas aconteceu de verdade!

O que um avião fazia tão baixo? Não me pergunte, ninguém sabe.

O piloto foi embora sem prestar socorro.

Ah... e o pobre homem não teve tempo (ou não estava acordado o suficiente) para anotar a placa...

rsrsrsrs... NO WORDS

Ai, ai... só Londrina mesmo! É por isso que eu estou começando a amar essa cidade. Em que outro lugar do mundo eu teria o privilégio de presenciar um atropelamento por avião???

domingo, 29 de junho de 2008

Demência 'nos orkuts'

Sem comentários...


...

'Duranga' Kid

Quando a Mel está muito terrível, e nada parece ser capaz de fazê-la se acalmar, eu apelo pra chantagem, e digo:
"Filha, se você não ficar quieta eu não vou mais comprar presente pra você"...
Não é nada educativo, mas fuciona que é uma beleza!

Só vi o grande erro que estava fazendo quando percebi que ela tá aprendendo a fazer chantagem também.
Esses dias eu estava corrigindo ela, quando ela parou, olhou séria pra mim e falou:
- Mamãe, se você 'bigar' comigo, eu nunca mais 'complo pisente pla' você!
- Mas, filha, você nunca comprou presente pra mim.
- Ahhh... mas é que 'agola' eu to sem 'dinhelo'....

SHUASHUASHUA...

Mas gracinhas à parte, foi o suficiente pra eu desistir de chantagem. Que coisa mais feia!


Rapidinha da Mel
Eu estava ensinando a Mel a brincadeira do palhaço: "olha pra cima, olha pra baixo, cabeça de palhaço..."
Aí chegou a vez dela tentar: "Olha 'pla' cima, olha 'pla' baixo, olha 'pla' drento..."


12 de dezembro de 2006
By Gisa